Com a taxa Selic elevada para 11,25% ao ano, o cenário de investimentos no Brasil sofreu mudanças importantes, afetando diretamente os Fundos Imobiliários (FIIs).
De acordo com o Boletim Focus, a expectativa é de que os juros subam ainda mais em 2025, alcançando 11,50% ao ano.
Dentro deste contexto, os FIIs de papel destacam-se como uma alternativa atrativa devido à sua forte correlação com índices como o CDI e o IPCA.
FIIs de Papel: Ganhos Impulsionados pelos Juros Altos
Diferentemente dos FIIs de tijolo, que investem em propriedades físicas, os FIIs de papel são compostos por ativos financeiros do setor imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Esses títulos oferecem rentabilidade atrelada a índices que acompanham a Selic, tornando-se mais rentáveis quando a taxa básica de juros está em alta.
Segundo análises recentes do mercado, os FIIs de papel demonstraram maior resiliência no contexto de aumento dos juros.
Enquanto o índice IFIX, que mede o desempenho dos FIIs na bolsa brasileira, registrou uma queda de 3,06% em outubro, os FIIs de papel recuaram apenas 0,23%, evidenciando seu perfil defensivo e menos volátil.
FIIs de Tijolo e os Desafios do Cenário Atual
Os FIIs de tijolo, que dependem do desempenho de imóveis físicos, enfrentam desafios em cenários de juros elevados, pois o custo do crédito imobiliário aumenta e reduz a atratividade de novas aquisições e investimentos.
No entanto, fundos com contratos atrelados à inflação ou empreendimentos em setores resilientes ainda podem oferecer bons retornos no médio e longo prazo.
Por que Investidores Estão Olhando para FIIs de Papel?
- Rentabilidade Indexada ao CDI e IPCA: Isso garante rendimentos ajustados à alta dos juros.
- Perfil Defensivo: Os FIIs de papel são menos impactados pela volatilidade do mercado.
- Diversificação e Liquidez: A flexibilidade de investir em diferentes tipos de CRIs permite ajustes estratégicos em variados cenários econômicos.
Com o aumento da taxa Selic, os FIIs de papel estão sendo redescobertos por investidores que buscam combinar proteção com retorno consistente, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.
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