“É muito melhor comprar uma empresa maravilhosa por um preço justo do que uma empresa justa por um preço maravilhoso.”
Warren Buffett
A frase acima é sobre ações, mas se encaixa muito bem com Fundos Imobiliários também, não acha?
Abaixo, você encontrará os três FIIs de boa rentabilidade e que permanecem em alta no Brasil atualmente. São eles: HGLG11, XPML11 e KNRI11.
Aqui, vamos passar informações sobre esses fundos, considerando valorização da cota, dividend yield e perspectiva de mercado:
- HGLG11 – CSHG Logística
Gestora: Credit Suisse Hedging-Griffo
Tipo: Fundo de Logística
Patrimônio: Aproximadamente em R$5,5 bilhões
Dividend Yield (12m): ~8,8% a.a.
Sua carteira de ativos é composta majoritariamente por galpões logísticos em regiões estratégicas como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
Além disso, existem imóveis com especificações técnicas modernas, atraentes para grandes empresas.
Os Inquilinos são diversificados, incluindo empresas como Natura, Ambev, Mercado Livre e BRF.
A gestão do fundo é altamente profissional, tendo como foco ativos de qualidade e reinvestimento eficiente dos recursos.
O que os diferencia é a boa governança e transparência nos relatórios gerenciais. Isso faz com que muitos investidores queiram aplicar seus investimentos em um FII como este, pois há pontos fortes a salientar como:
– Localização privilegiada dos imóveis
– Diversificação geográfica e de inquilinos
– Potencial de ganho de capital com venda de ativos
Mas, em contrapartida, há de se ter cuidado, pois existe a possibilidade de vacância em caso de saída de grandes inquilinos, como também a variação na taxa de juros, ao qual pode-se afetar a atratividade relativa em tratativas direta dos investimentos.
- XPML11 – XP Malls
Gestora: XP Asset
Tipo: Fundo de shoppings
Patrimônio: Aproximadamente R$6,7 bilhões
Dividend Yield (12m): ~11% a.a.
Sua carteira de ativos é ativa de forma participativa em mais de 15 shoppings em todo o Brasil. Ativos como Catarina Fashion Outlet, Shopping Cidade Jardim, Shopping Parque Dom Pedro, dentre outros.
Às receitas, em boa parte, é variável, atrelada ao faturamento dos lojistas; e sua recuperação pós pandemia impulsionou o fluxo e às vendas dos shoppings desde então.
Em sua gestão, existe a especialidade de uma equipe experiente e com boas estratégias de alocação. Assim como nas negociações com lojistas e à expansão de portifólio.
Sendo assim, os seus pontos fortes podem ser validados por ter participações em shoppings considerados premium e o crescimento dos aluguéis e do fluxo de visitantes.
Apesar das validações sobre o ativo, existem riscos para se preocupar, como:
– Sensibilidade ao consumo (risco macroeconômico); e
– Exposição ao varejo físico (eventos como crises ou novas pandemias).
- KNRI11 – Kinea Renda Imobiliária
Gestora: Kinea Investimentos (Grupo Itaú)
Tipo: Fundo híbrido (logística e escritórios)
Patrimônio: Aproximadamente R$4,5 bilhões
Dividend Yield (12m): ~9%
Sua carteira de ativos atendem principalmente às cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Há também uma boa diversificação entre lajes corporativas e galpões logísticos.
Os inquilinos configuram-se com empresas de grande porte, os quais têm contratos majoritariamente atípicos, e historicamente com baixa vacância e com boa capacidade de repor inquilinos.
No que tange à gestão patrimonial, há um time focado em ativos de alto padrão e boa liquidez e tem sua participação ativa na reestruturação de portifólio conforme tendências de mercado.
Equilíbrio entre segurança e crescimento, imóveis em regiões valorizadas e exposição a diferentes setores da economia são fatores essenciais para esse ativo.
No entanto, riscos podem ocorrer como uma forte pressão sobre lajes corporativas por conta do home office, bem como eventuais ajustes de portifólio que podem afetar à distribuição a curto prazo.

