De forma didática e prática, a taxa Selic (taxa básica de juros na economia) influencia todas as outras taxas de juros do país, bem como financiamentos, empréstimos e investimentos de renda fixa.
Como a Selic afeta os Fundos imobiliários?
- Atratividade em relação à renda fixa:
Existem uma relação de favorecimento da taxa Selic à renda fixa. Dessa forma, quando a Selic está alta, investimentos de renda fixa ficam mais estáveis e seguros. De certa forma, esse fator atenua os investimentos em renda variável para os de renda fixa, o que pode pressionar os preços dos FIIs para baixo.
Apesar disso, quando a Selic está baixa, os FIIs se tornam mais atrativos, porque oferecem rendimentos melhores à renda fixa, o que tende a aumentar o preço das cotas. - Impacto nos rendimentos dos FIIs de papel
Alguns FIIs investem em títulos de dívida imobiliária (como CRIs) que estão atrelados à inflação (IPCA) ou ao CDI, que costuma acompanhar a Selic.
Se a Selic sobe, o CDI sobe também.
Com isso, esses fundos passam a pagar mais aos cotistas (em grande parte, no curto prazo). Ou seja, fundos de papel podem se beneficiar de uma Selic mais alta, o que difere-se dos fundos de tijolo (que investem em imóveis físicos). - Valorização ou desvalorização dos imóveis:
Juros mais altos significam crédito mais caro, reduzindo a demanda por imóveis, impactando, também, negativamente o mercado imobiliário.
Os fundos de tijolo também são afetados, em que podem ter menor valorização ou até desvalorização de seus imóveis e tendo aluguéis mais difíceis de reajustar.
Portanto, pode-se dizer que a taxa Selic é uma forma de termômetro perante à volatilidade do mercado de investimentos em Fundos Imobiliários.
Se a Selic está com uma taxa alta, consecutivamente os investimentos em renda fixa estarão mais favoráveis, o que tornam os FIIs “menos atrativos” e aumenta o custo de investimentos oportunos por meio de cotas em renda variável.

