O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um resultado pressionado no 3º trimestre de 2025 (3T25), refletindo um cenário mais desafiador no crédito, especialmente no agronegócio. O trimestre marcou forte aumento nas provisões, queda acentuada no lucro e um ambiente de maior cautela para os investidores.
📉 Lucro despenca mais de 60% no 3T25
O BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,785 bilhões, queda de aproximadamente 60% em relação ao 3T24.
No resultado contábil, o banco reportou R$ 3,02 bilhões, retração superior a 66% na comparação anual.
O ROE também foi impactado, caindo para 8,4%, um dos níveis mais baixos dos últimos anos e bem distante da rentabilidade histórica do banco, que costuma operar acima dos 15%–20%.
A margem financeira bruta somou R$ 26,36 bilhões, com leve crescimento anual, mas insuficiente para compensar o avanço das despesas de crédito.
🚨 Inadimplência e provisões continuam pesando
A inadimplência acima de 90 dias atingiu 4,93%, puxada principalmente pelo segmento de agronegócio, que saltou para 5,34%.
Com isso, o banco elevou seu custo de crédito para R$ 17,9 bilhões, um aumento de 77,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A deterioração da carteira rural segue como principal fonte de risco, trazendo renegociações, atrasos e maior necessidade de provisões.
📌 Carteira de crédito perde força
A carteira de crédito expandida totalizou cerca de R$ 1,27 trilhão, crescimento de 7,5% na comparação anual.
Mas, na margem trimestral, houve desaceleração, especialmente em linhas ligadas ao agronegócio e a empresas.
⚠️ Banco revisa guidance e reduz expectativa de lucro para 2025
Devido ao ambiente mais apertado, o Banco do Brasil revisou para baixo suas projeções:
- Lucro líquido ajustado: agora entre R$ 18 a R$ 21 bilhões
- Custo de crédito: elevado para R$ 59 a R$ 62 bilhões
Com isso, analistas reforçam que a recuperação do banco deve acontecer somente a partir de 2026, quando o ciclo de provisões começar a arrefecer.
🎯 Novo preço justo para BBAS3
Com a combinação de ROE mais baixo, lucro pressionado, inadimplência elevada e guidance revisado, o novo preço justo estimado para BBAS3 passa a ser de:
👉 R$ 25,22 por ação
Esse valor reflete o impacto direto do aumento das provisões, da piora na qualidade de crédito e da expectativa de recuperação mais lenta.
🧭 Conclusão
O resultado do 3T25 revela um BBAS3 mais fragilizado no curto prazo, com lucros menores, maior risco de crédito e perspectivas moderadas para os próximos trimestres. Embora o banco continue sólido, o momento exige atenção redobrada do investidor, principalmente para quem busca retornos estáveis e dividendos no curto prazo.
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