RD Saúde, MRV e Hapvida estão entre os destaques positivos do mês; Raízen lidera as quedas. Entenda os motivos.
Agosto foi um mês de retomada para o Ibovespa, que fechou com alta de 6,28%, impulsionado pelas expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e pelo apetite renovado dos investidores, já de olho no cenário eleitoral de 2026. Nesse ambiente, sete ações do índice subiram mais de 20%, lideradas por empresas dos setores de consumo, saúde e energia.
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Confira os destaques positivos e negativos do mês:
📈 Maiores altas do Ibovespa em agosto
🥇 RD Saúde (RADL3): +30,29%
A dona das redes Raia e Drogasil teve um desempenho explosivo após apresentar um forte balanço do 2T25, com lucro ajustado de R$ 402,7 milhões, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Houve controle de despesas e melhora nas vendas em todas as categorias.
Analistas do Citi e Bank of America elevaram projeções e preço-alvo das ações, destacando o potencial dos medicamentos GLP-1 e a estratégia digital da companhia. A RD também se beneficia da migração das vendas de medicamentos de marca para o canal online, com foco em redução de perdas e maior eficiência.
🥈 MRV (MRVE3): +27,56%
A construtora foi impulsionada pela perspectiva de queda nos juros, fator fundamental para o setor imobiliário. Apesar de resultados fracos nos EUA, a operação brasileira apresentou sinais de recuperação.
O Santander manteve recomendação de compra e reforçou que a recuperação de margens e geração de caixa será essencial para a continuidade do bom desempenho.
🥉 Hapvida (HAPV3): +26,13%
A operadora de planos de saúde mostrou resiliência, mesmo com efeitos não recorrentes no trimestre. Melhor sinistralidade, avanço do ticket médio e estabilização das provisões judiciais foram vistos como sinais positivos.
BTG e Goldman Sachs reiteraram recomendação de compra, citando maior visibilidade sobre o negócio e possível descompressão de múltiplos.
Eletrobras (ELET3: +24%, ELET6: +21,57%)
A divulgação de R$ 4 bilhões em dividendos surpreendeu o mercado. Combinado aos resultados operacionais acima do esperado, isso impulsionou os papéis.
Analistas destacam a qualidade dos ativos hidrelétricos da companhia e o potencial de geração de caixa futura. O Goldman Sachs projeta dividend yield de até 20% ao ano entre 2027 e 2030.
Minerva (BEEF3): +22,06%
Mesmo com um 2T25 mal recebido, a Minerva foi beneficiada por um novo olhar do Morgan Stanley, que passou a recomendar compra do papel.
Segundo o banco, o mundo enfrenta escassez de carne bovina, e a Minerva é a empresa mais exposta à tendência, sendo vista como a maior beneficiária do ciclo de alta de preços.
Rede D’Or (RDOR3): +21,11%
A empresa segue como a queridinha dos analistas no setor de saúde. Destaque para os serviços hospitalares no trimestre e para o crescimento sustentado.
BTG e Itaú BBA mantêm a Rede D’Or como top pick, citando qualidade, crescimento e valuation atrativo.
📉 Maiores quedas do Ibovespa em agosto
Raízen (RAIZ4): -17,61%
Apesar de boas notícias no início do mês, como a possível entrada da Petrobras (depois descartada), os papéis da Raízen despencaram após resultados fracos, alta alavancagem e perdas operacionais.
Rumo (RAIL3): -12,03%
A transportadora ferroviária viu seus papéis caírem com resultados aquém do esperado e redução das projeções de crescimento, especialmente nas exportações de milho.
PRIO (PRIO3): -10,24%
Três fatores pesaram: queda do petróleo, resultados mais fracos no 2T25 e a interdição da plataforma FPSO Peregrino pela ANP, com impacto potencial de até US$ 262 milhões.
Um mês de retomada seletiva
Agosto foi um mês positivo, mas seletivo. Enquanto empresas ligadas ao consumo e saúde surfaram o bom momento macro e entregaram bons resultados, setores ligados a commodities e logística sofreram com questões operacionais e fatores externos.
O mercado segue atento à política monetária global e aos movimentos fiscais e eleitorais locais. A diversificação e a leitura crítica dos fundamentos continuam sendo essenciais para o investidor.


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