O primeiro semestre de 2025 surpreendeu positivamente os investidores de ETFs. Em meio a um cenário ainda desafiador na economia global, foram justamente os fundos com exposição a small caps (aquelas ações de empresas com menor valor de mercado) que lideraram os ganhos na Bolsa brasileira.
Com valorização de até +36,69%, esses ETFs demonstram o apetite do mercado por ativos de maior risco, mas com alto potencial de valorização. E revelam um possível reposicionamento de fluxo para papéis mais descontados ou com viés de retomada.
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Small caps no radar: risco elevado, retorno potencial
As small caps são conhecidas por sua volatilidade. Por representarem empresas menores, tendem a ser mais sensíveis a ciclos econômicos e menos líquidas. No entanto, em momentos de recuperação ou apetite por risco, podem entregar desempenhos expressivos — como vimos neste semestre.
Segundo levantamento da Quantum Finance, o destaque absoluto foi o TRIG11, ETF da Trígono Capital, com +36,69% de valorização no período. Além dele, outros três ETFs focados em small caps aparecem entre os 10 mais rentáveis da B3: SMAL11 (BlackRock), SMAC11 (Itaú Asset) e SMAB11 (BTG Pactual).
Top 10 ETFs mais rentáveis no 1º semestre de 2025
Confira a lista completa com os ETFs que mais subiram:
| Posição | Ticker | Gestora | Valorização (%) |
|---|---|---|---|
| 1º | TRIG11 | Trígono Capital | +36,69% |
| 2º | FIND11 | Itaú Asset | +31,36% |
| 3º | ECOO11 | BlackRock | +29,53% |
| 4º | BDEF11 | Bradesco | +27,00% |
| 5º | SMAL11 | BlackRock | +26,85% |
| 6º | HIGH11 | Nu Asset | +26,64% |
| 7º | SMAC11 | Itaú Asset | +26,58% |
| 8º | BDOM11 | Investo | +25,91% |
| 9º | SMAB11 | BTG Pactual Asset Management | +25,82% |
| 10º | TIRB11 | BTG Pactual Asset Management | +25,58% |
A presença de múltiplas gestoras e estratégias mostra que o bom desempenho não foi concentrado em um único nicho, mas sim um movimento mais amplo de valorização entre ativos temáticos e setoriais — com viés pró-crescimento.
Por que os ETFs se destacaram?
Os ETFs (Exchange Traded Funds) funcionam como uma cesta de ativos negociada em Bolsa. Eles replicam um índice de referência, como o Ibovespa ou o S&P 500, e oferecem uma forma prática e diversificada de investir.
No caso dos ETFs de small caps, a performance recente pode ser explicada por:
- Expectativa de corte de juros: Com a Selic em trajetória de queda, ativos de maior risco tendem a ganhar tração.
- Busca por oportunidades descontadas: Muitos papéis de small caps vinham de anos de forte desvalorização.
- Aumento da liquidez global: O cenário externo mais estável impulsionou o fluxo para emergentes e setores pró-cíclicos.
O que o investidor deve observar agora
Apesar da boa performance recente, é importante lembrar que ETFs de small caps carregam maior volatilidade. Por isso, o ideal é inseri-los dentro de uma carteira diversificada e com visão de longo prazo.
Fique atento também aos próximos movimentos da política monetária brasileira, bem como aos indicadores macroeconômicos — que podem influenciar diretamente o desempenho desses ativos.

