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O corte cirúrgico do não essencial: XPML11 vende Shopping D com lucro e reforça foco estratégico

O XP Malls (XPML11), maior fundo imobiliário de shoppings do país, anunciou a venda de sua participação de 23% no Shopping D, localizado em São Paulo. A operação foi fechada por R$ 22,39 milhões com pagamento à vista condicionado à aprovação do CADE e outras formalidades.

Mais do que uma simples transação, o movimento faz parte de uma estratégia clara de reciclagem de portfólio e retorno ao cotista. Resultado: um ganho de capital estimado de R$ 5,62 milhões, o equivalente a R$ 0,10 por cota que será distribuído diretamente aos investidores.

Por que o XPML11 vendeu sua fatia no Shopping D?

O fundo classificou o ativo como não essencial. O Shopping D representava menos de 1% do NOI (lucro operacional) do XPML11 e vinha com desempenho abaixo da média do portfólio.

A decisão está alinhada com a proposta de gestão ativa do fundo, que prioriza eficiência e a solidez da carteira. Ao vender ativos de menor desempenho, o XPML11 fortalece sua base e melhora a qualidade do retorno.

Qual o impacto financeiro para o cotista?

Ganho de capital: R$ 5,62 milhões
Distribuição estimada: R$ 0,10 por cota
Taxa Interna de Retorno (TIR): 29,3% ao ano sobre o investimento no Shopping D desde junho de 2024

Esse resultado mostra que, além de atuar de forma estratégica, o fundo também entrega valor direto ao investidor. Em tempos de incerteza, esse tipo de movimentação reforça a confiança na gestão.

E o que vem pela frente para o XPML11?

Mesmo com a venda, o fundo segue com uma meta ambiciosa: levantar R$ 305 milhões até o fim de 2025 para novas aquisições via SYN. Com a operação, cerca de R$ 17 milhões permanecem em caixa, reduzindo o déficit da captação para R$ 288 milhões.

Mas atenção: tudo ainda depende da aprovação do CADE, o que adiciona um elemento regulatório importante à equação.

Outro fator a considerar é o contexto de mercado: XPML11 negocia com desconto de cerca de 11% no P/VP (0,89x), mesmo com uma distribuição de rendimentos próxima de 10,5% ao ano. Ou seja, pode haver oportunidade no preço atual.

Conclusão: estratégia, retorno e oportunidade

O movimento do XPML11 reforça o compromisso da gestão com uma carteira eficiente e centrada no retorno ao investidor. Vender um ativo não essencial, gerar lucro e devolver parte do ganho aos cotistas é uma prova de cuidado com o patrimônio dos investidores.

Para quem busca exposição a shoppings com uma gestão ativa e focada, o XPML11 segue como uma referência no setor, e os sinais recentes apontam para mais movimentos inteligentes à frente.