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A bolsa brasileira tem ampliado as opções para investidores com novas categorias de ETFs que distribuem dividendos, modalidade já consolidada no exterior.

Diferente dos ETFs tradicionais, que reinvestem os proventos automaticamente, esses fundos distribuem os ganhos diretamente aos cotistas, oferecendo uma alternativa para quem busca renda passiva.

Expansão do Mercado

Desde que os ETFs começaram a ser negociados por investidores individuais na bolsa em 2021, essa modalidade de investimento tem atraído cada vez mais interessados.

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Eles seguem índices de referência e oferecem uma diversificação automática de ativos com custos reduzidos. A novidade, agora, são os ETFs que distribuem dividendos, permitindo ao investidor receber rendimentos periodicamente, seja de forma mensal, trimestral ou anual.

Esse modelo já é amplamente utilizado nos Estados Unidos, onde os ETFs que pagam proventos acumulam trilhões de dólares em patrimônio.

No Brasil, esse segmento ainda é recente, mas vem ganhando força. Atualmente, a bolsa conta com alguns fundos desse tipo, todos baseados em ações, e novas opções estão sendo liberadas.

Novos ETFs Autorizados

Além dos fundos atrelados a ações, a bolsa anunciou recentemente a autorização para duas novas categorias de ETFs com distribuição de proventos:

  • Infraestrutura: Fundos que acompanham índices do setor, como os de Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra), permitindo maior diversificação para investidores interessados nesse segmento.
  • Fundos Imobiliários (FIIs): ETFs que replicam carteiras de fundos imobiliários, tanto nacionais quanto internacionais, ampliando as opções para quem busca renda passiva no setor imobiliário.

No entanto, apesar da autorização, ainda não há ETFs de FIIs listados na bolsa.

O processo envolve a criação de um índice adequado e com liquidez suficiente para garantir a eficiência do investimento.

Vantagens e Desafios

Os ETFs de distribuição de dividendos são atrativos para quem busca complementar sua renda sem precisar escolher ativos individuais.

Eles oferecem diversificação automática e rebalanceamento de carteira, o que reduz a necessidade de acompanhamento frequente pelo investidor.

Por outro lado, a tributação desses fundos no Brasil ainda é uma questão relevante: os proventos pagos por ETFs são taxados em 15%, diferente dos dividendos recebidos diretamente de empresas ou dos fundos imobiliários, que são isentos.

Além disso, períodos de juros elevados podem tornar esses ETFs menos vantajosos em comparação a investimentos de renda fixa.

Vale a Pena Investir?

A escolha entre um ETF de distribuição ou de acumulação depende do perfil do investidor.

Quem busca uma renda recorrente pode se beneficiar da distribuição de dividendos, enquanto quem deseja potencializar ganhos no longo prazo pode preferir os ETFs de acumulação, que reinvestem automaticamente os proventos.

Para investir nesses ETFs, basta buscar os códigos dos ativos na plataforma de negociação da bolsa e realizar a compra por meio de uma corretora. Com a ampliação das opções disponíveis, essa modalidade tende a ganhar cada vez mais espaço entre os investidores brasileiros.