Com a taxa Selic estabilizada em 15% ao ano, o investidor conservador encontra um cenário bastante favorável para aplicações de renda fixa. A pergunta que muitos se fazem é: qual investimento rende mais para um montante elevado como R$ 1 milhão?
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A resposta varia conforme o tipo de ativo, o prazo da aplicação e a incidência (ou não) de impostos. Abaixo, mostramos como diferentes alternativas de renda fixa se comportam nesse cenário e quais pontos merecem atenção.
1. Poupança: o rendimento mais modesto
A tradicional caderneta de poupança segue com seu rendimento fixado em 0,5% ao mês + TR enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Apesar de ser isenta de imposto de renda, ela perde em retorno para outras aplicações.
- Rendimento em 1 ano: R$ 83.843,26
- Rendimento em 2 anos: R$ 174.716,20
2. Tesouro IPCA+: proteção contra a inflação
Esse título público oferece rentabilidade real (acima da inflação), sendo indicado para quem busca preservar poder de compra no médio e longo prazo. No entanto, há incidência de imposto de renda conforme a tabela regressiva.
- Rendimento líquido em 1 ano: R$ 88.036,20
- Rendimento líquido em 2 anos: R$ 191.225,11
3. LCI e LCA: isenção de IR e bom retorno
As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio costumam pagar um percentual do CDI. São isentas de imposto de renda, o que impulsiona a rentabilidade líquida – especialmente no curto prazo.
- Rendimento em 1 ano (85% do CDI): R$ 126.650,00
- Rendimento em 2 anos: R$ 269.340,22
Importante: a isenção de IR está prevista para acabar em 2026, o que pode impactar esses retornos no futuro.
4. CDB: retorno competitivo com IR
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) também acompanha o CDI. Apesar da incidência de IR, seu rendimento líquido pode superar o das LCIs e LCAs em prazos mais longos.
- Rendimento líquido em 1 ano (100% do CDI): R$ 122.925,00
- Rendimento líquido em 2 anos: R$ 272.170,85
Comparativo geral (base: R$ 1 milhão investido)
| Ativo | Após 1 ano | Após 2 anos |
|---|---|---|
| CDB (100% CDI) | R$ 1.122.925,00 | R$ 1.272.170,85 |
| LCI/LCA (85% CDI) | R$ 1.126.650,00 | R$ 1.269.340,22 |
| Tesouro IPCA+ | R$ 1.088.036,20 | R$ 1.191.225,11 |
| Poupança | R$ 1.083.843,26 | R$ 1.174.716,20 |
E os riscos?
Embora todos esses investimentos sejam considerados de baixo risco, há diferenças importantes:
- CDB, LCI e LCA: têm proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por CPF por instituição. Investimentos acima desse valor devem ser distribuídos em diferentes bancos para reduzir o risco.
- Tesouro IPCA+: não conta com o FGC, mas possui a garantia do governo federal – o chamado risco soberano.
- Poupança: também conta com a proteção do FGC, mas entrega o menor retorno.
Conclusão: diversificar é o melhor caminho
Com a Selic em patamar elevado, a renda fixa volta a ser protagonista nas carteiras. Quem dispõe de R$ 1 milhão pode obter ganhos expressivos com baixo risco, mas deve ficar atento à tributação, liquidez e solidez da instituição emissora.
Diversificar entre CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro IPCA+ pode ser a melhor estratégia para combinar rendimento, segurança e proteção contra a inflação.

