As taxas de remuneração dos títulos públicos do Tesouro Direto registraram um novo marco nesta quarta-feira (13), refletindo uma crescente aversão ao risco no cenário econômico brasileiro.
O destaque fica para os papéis indexados à inflação, que, pela primeira vez no ano, ultrapassaram o patamar de 7%.
Este movimento indica uma resposta do mercado às incertezas políticas e à expectativa de adiamento do tão esperado pacote de corte de gastos prometido pelo governo.
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Ao meio-dia, o Tesouro IPCA+ 2029 oferecia uma taxa de 7,01%, superando o recorde anterior de 6,92% registrado no início do mês.
Títulos com prazos mais longos, como o IPCA+ 2035 e 2045, também apresentaram taxas elevadas, remunerando acima de 6,7%.
Já os títulos prefixados, com vencimento em 2027 e 2031, mostraram uma rentabilidade de 13,45% e 13,24%, respectivamente.
Contexto das Altas Taxas no Tesouro Direto
Esse aumento das taxas do Tesouro Direto é impulsionado pela incerteza sobre as contas públicas, agravada pela possibilidade de adiamento do pacote fiscal.
A ausência de um posicionamento claro sobre o corte de gastos aumenta as pressões inflacionárias e o temor de instabilidade fiscal, levando investidores a buscar maiores compensações de risco.
Em sua ata recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) destacou a relevância de medidas de contenção fiscal para a sustentabilidade econômica, sugerindo que a estabilidade das taxas depende da evolução das políticas fiscais do governo.
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